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17 de set de 2016

Parece que foi ontem, eu, no mosteiro...

Para glória do Senhor Jesus!
Foram dias muito especiais os que vivi ao lado dessas santas mulheres de Deus.
Um lugar realmente beatífico, onde no silêncio das coisas do mundo, era possível beber copiosamente das delícias de se estar toda entregue à vontade Divina.
Na foto acima, estou entre as monjas Clarissas de Lages, SC. Fiquei por lá um mês apenas, pois era só uma experiência de convívio. Deveria voltar após alguns meses, quando estivesse com 17 anos. Mas não voltei. Quis namorar. Aff... 

Namorei e me arrependi muito. Sério! Oh, decepção. Então, já com 17 anos, quis voltar para o Mosteiro das Clarissas, porém não podia mais. Chorei. Tentei me conformar, mas quem disse. Vez e outra eu escrevia ou ligava pedindo para voltar. De tanto eu ficar insistido, e eu já com 19 anos, a madre me recomendou outra Ordem monástica, as Visitandinas, com estilo de vida menos austero para mim com saúde debilitada. 

Só que o Mosteiro das Visillandinas apto a me acolher ficava em MG. Minha mãe se opôs por causa da distância que dificultaria para ir me visitar. Adoeci. Isso mesmo. Uma febre sem explicação me abateu e deixou de cama. Mãe é mãe, e por conta da febre me deu permissão para partir. Melhorei. Então meus pais compram a passagem de avião, e fui em junho de 1994.
Por essa foto acima percebe-se que vida monástica também é divertida. Aliás, como diz uma canção, "não pode ser triste um coração que ama a Cristo".
Após 3 meses de convívio prescrito pela Regra, fui admitida como postulante.
Na missa fazendo a leitura da Palavra de Deus.
Junto a imagem de Nossa Senhora com Santa Isabel. Daí que vem o nome da Ordem da Visitação de Santa Maria, para honrar esse mistério bíblico da visita de Nossa Senhora à Santa Isabel.
Todos os ofícios em um mosteiro são importantes. O toque do sino representa a voz do Esposo chamando à oração. Esse era um dos meus ofícios, que até eu pegar o jeito causou muito riso.
Outro ofício meu era o de revisar hóstias que eram vendidas à varias Igrejas. Somente as hóstias inteiras e bonitas passavam na revisão. Isso me dava uma ideia do juízo final, onde somente os santificados por Jesus Cristo passarão para as bodas eternas.
Aqui estou com todas as irmãs. Faltam duas que foram para outro mosteiro da mesma Ordem ficar um tempo. Algumas já são falecidas. A que está bem lá pertinho da imagem de Nossa Senhora, era a mestra de noviciado. Minha mestra, Irmã Maria Margarida, alma de grande sabedoria, sempre irradiando amor e alegria cristã. Ainda trocamos correspondência/e-mail.
Essa era a Irmã Maria de Fátima. Tinha por ofício o da enfermagem. Ela me ajudava na fisioterapia diariamente. Um anjo. Na foto está cuidando da minha irmã que estava com machucado. Era janeiro de 1995, e meus pais e minha irmã foram de ônibus me visitar. Foi só choro. E depois que partiram, a saudade no meu coração começou a bater mais forte, e mais forte, e mesmo tendo orado muito pedindo forças, não aguentei e retornei para casa em março de 1995.

Só vejo uma explicação para Deus não ter me dado a graça da perseverança: Ele quis que minhas filhas nascessem e que eu fosse a mãe delas. Realmente elas são um tesouro incalculável na minha vida.
Deus tem os Seus caminhos, e de certa forma resgatou aquele meu sonho de ser monja, fazendo-me uma espécie de monja no seio da minha família pelo estilo de vida que minha saúde permite viver, contudo, principalmente, porque faço do meu coração o meu monastério, onde posso sempre me unir a Jesus em oração e contemplação. E o melhor lugar para servir a Deus é sempre onde Ele deseja e nenhum outro.
Gratidão
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Meri Pellens
Cristã, mãe e blogueira com necessidades físicas especiais. Aprendiz e amante viciada de xadrez, busco viver cada dia como único, valorizando todos os momentos com olhos fitos no Senhor. Amo trabalhar com blogs e artes digitais.

3 comentários:

  1. Que linda história amiga, quanta benção recebida quando Deus te deu o dom da maternidade, dizem que as mães são as escolhidas Dele para receber os seus Anjos na terra, eu creio nisso e muito, pois fui abençoada como bem sabe com minha Anjinha particular que só me mostra a cada dia como o poder de Deus se manifesta de diferente e maravilhosas formas.
    Parabéns por nos presentear com esse lindo relato.
    Bom fim de semana, bjuivos no coração.

    Loba.

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  2. Oi Meri,
    Não sabia que vc tinha estado em um mosteiro e que queria ser monja! Que surpresa!
    Estou passeando pelo seu blog e descobri as horas canônicas, que confesso que não entendi direito,mas pretendo aprender mais.
    Fica aqui minha admiração por vc!
    Bjs

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  3. Boa notie, querida Méri!
    Fazer uma experiência monástica foi um presente divino pra ambas!
    Nossas famílias que ganharam com tudo que aprendemos por lá...
    Bjm muito fraterno

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