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02/07/2016

O gambá


Meu falecido pai não deixava 
passar um só gambá batido.
À panela, o pobre bicho, levava,
cozia e comia num zás o fedido.

Ainda vinha e me oferecia,
mas nem matando eu comeria.
Dizia-me ter gosto de galinha
mesmo fedendo toda a cozinha.

Eu falava: "Não quero nem saber,
isso não como, prefiro morrer."
Ele dava de ombro e só ria.

Sobrava mais para ele comer.
Então, beleza, era só alegria.
Menos pro gambá que tudo fedia.
Gratidão
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Meri Pellens
Cristã, mãe e blogueira com necessidades físicas especiais. Busco viver cada dia como único, valorizando todos os momentos com olhos fitos no Senhor. Amo trabalhar com blogs e artes digitais.

6 comentários:

  1. Na zona rural vi muito disto, mas tb não comi. bjs

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  2. Linda poesia ,mas eu também nunca o comeria,rs bjs, chica

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  3. Ficou muito legal e divertido! ;)
    (f)

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  4. grande criatividade Meri, ficou muito engraçada e bem bolada tua poesia,rsrs
    bjs :)))

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  5. Que bom que gostaram! hihi hihi hihi
    :* no S2!

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  6. Posso postar o teu soneto do gambá junto com o meu naquele post?

    cheer

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